Como a Realidade Aumentada pode ajudar a aumentar suas vendas?

Como a Realidade Aumentada pode ajudar a aumentar suas vendas?

Muito mais que uma brincadeira estilo “Pokémon Go”, tecnologia de Realidade Aumentada no varejo gera informações relevantes sobre hábitos e características dos consumidores

As fronteiras entre os mundos digital e físico são cada vez mais tênues. Um excelente exemplo de como está deixando de fazer sentido falar em “mundos” separados é a Realidade Aumentada (RA), uma tecnologia que interpreta sinais do mundo real e adiciona elementos virtuais a eles. A RA promete transformar a forma como as pessoas aprendem, tomam decisões e interagem com o mundo. Não é à toa que se projetam gastos da ordem de US$ 60 bilhões nessa tecnologia para os próximos anos, uma vez que se projetam aumentos de 20% nos níveis de satisfação dos clientes e de 15% na produtividade dos colaboradores.

Apesar de trazer um impacto surpreendente na experiência dos clientes, o funcionamento da Realidade Aumentada no varejo é bastante simples: um hardware (o smartphone ou tablet) capta uma imagem e um software (um app) combina as imagens captadas com informações virtuais, qu6e podem ser textos, sons ou imagens. O resultado é um conjunto que combina elementos reais e virtuais para trazer informações de forma mais prática para o usuário.

A Realidade Aumentada tem um potencial enorme para mudar a maneira como as empresas se relacionam com os clientes: segundo a Goldman Sachs, o uso da tecnologia para entregar melhores experiências aos consumidores deverá movimentar US$ 80 bilhões ao ano em 2025. A Realidade Aumentada no varejo traz recursos bastante interessantes, tanto na interação com o consumidor quanto na gestão da operação:

Conexão emocional com os clientes

O uso da Realidade Aumentada no varejo permite que os clientes façam uma imersão ao interagir com ofertas e produtos. No e-commerce, por exemplo, essa tecnologia pode permitir acesso a informações mais completas e ricas sobre os produtos, indo além de fotos e descrições. O resultado é uma conexão que vai além do racional e, com isso, é muito mais intensa.

“Pokémon Go” invade o varejo

Há alguns anos, a febre do Pokémon Go mostrou como a Realidade Aumentada pode ser interessante para criar um sentido de “caça ao tesouro” na busca por produtos. Shopping centers e supermercados (inclusive no Brasil) têm realizado eventos sazonais com o uso de RA e marcas como Timberland, Gap, Lacoste e Airwalk têm usado a tecnologia para trazer um impacto diferente à compra de produtos e melhorar a forma de visualizar e provar cada produto.

Visualização de produtos

O processo de escolha dos produtos é uma grande fonte de atrito em setores como calçados e vestuário. O uso de Realidade Aumentada no varejo faz com que, em frente a uma tela, o usuário possa visualizar uma imagem de como as peças de roupa ficarão nele, com total liberdade para selecionar e trocar produtos, sem ter que se preocupar em levar 10 peças para o provador, testar todas, sair do provador, voltar com outras 10, e por aí vai. Espelhos digitais são uma alternativa mais rápida e prática para escolher roupas. Não eliminam o prazer da ida à loja, mas reduzem a “parte chata” da compra.

Esse recurso também é muito útil no setor de cosméticos. Marcas como Sephora e L’Oréal já têm aplicativos de maquiagem que permitem que a cliente teste todo o mix de batons, sombras, lápis e esmaltes disponível na loja, o que seria praticamente impossível na maneira tradicional.

Resolver dúvidas sobre produtos

Em setores como móveis e eletroeletrônicos, uma das principais fontes de dúvida dos clientes é a combinação do produto desejado com os demais itens da casa. Ou mesmo se o produto cabe no espaço disponível. A americana Home Depot usou a Realidade Aumentada para que o cliente simulasse cores de tinta nas paredes de casa, enquanto a sueca IKEA aplicou a tecnologia para que os clientes pudessem decorar suas casas com os produtos vendidos no site da marca.

Prateleira infinita

Outro recurso interessante que também é trazido pela Realidade Aumentada no varejo é a “prateleira infinita”, em que produtos que não estão disponíveis fisicamente na loja podem ser visualizados de forma muito próxima à real. A tecnologia permite que o usuário navegue pelos produtos de maneira interativa, analisando suas características em diferentes ângulos, sem ter o produto fisicamente à disposição.

Treinamento das equipes

Uma boa experiência ao cliente inevitavelmente passa por uma equipe de vendas bem preparada, apta a apresentar ao consumidor o produto ideal para sua ocasião de consumo. A Realidade Aumentada pode ser usada como uma ferramenta de treinamento, pois permite simular situações reais do cotidiano de uma loja de uma forma segura e controlada. Outra vantagem é acelerar a absorção do conteúdo técnico, fazendo com que haja mais tempo para focar no atendimento ao cliente. Não menos importante, a Realidade Aumentada permite treinar muitas pessoas sem investir no deslocamento, transporte, aluguel de sala e outras grandes fontes de custo em treinamento.

Conhecer melhor os clientes

Por trás de toda interação dos consumidores com sistemas de Realidade Aumentada no varejo está uma grande oportunidade de obter mais informações sobre os clientes e seus hábitos de compra. Um varejista de moda poderia saber, por exemplo, quais são os modelos e tamanhos mais buscados no aplicativo de RA, o que ajudaria a dimensionar melhor as compras da próxima coleção. A customização de produtos no app de Realidade Aumentada (e seu compartilhamento via redes sociais) também gera informações sobre tendências e potencial aceitação de determinadas cores, modelos e texturas.

O uso de Realidade Aumentada na interação com os clientes permite que varejistas online mensurem o relacionamento dos consumidores com os produtos, a taxa de conversão das páginas de produto e o tempo gasto pelos consumidores na interação com cada item. Esse tipo de dado, quando cruzado com outras informações já disponíveis ou passíveis de serem obtidas em outras fontes, aprofunda o conhecimento do varejo sobre seu público e faz com que seja possível desenvolver ações muito mais assertivas. O resultado é uma loja “com a cara do cliente”, que apresenta os produtos certos para cada ocasião e gera uma operação mais rentável.

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